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HOMENAGEM AO TENENTE-CORONEL JOSÉ AGOSTINHO



HOMENAGEM AO TENENTE-CORONEL JOSÉ AGOSTINHO


Estamos aqui a cumprir um dever. O dever de recordar e homenagear todos aqueles que com a sua dedicação contribuíram para um melhor conhecimento da sua terra. Entre eles, destaca-se a figura do sábio Tenente-Coronel José Agostinho, “um dos aos espíritos mais cultos da Grei Açoriana em todos os tempos” (A União, 1-1-1958).

A par da sua fértil atividade científica nas mais diversas áreas como a meteorologia, a vulcanologia, a ornitologia, a geofísica, etc., o Tenente-Coronel José Agostinho preocupou-se com a formação dos cidadãos. A sua vocação de pedagogo manifestou-se quer nas palestras transmitidas pelo Rádio Clube de Angra e nos esclarecimentos e explicações que fornecia a quem o solicitava, de que as cartas que agora publicamos são um exemplo, quer como Mestre no Liceu Padre Jerónimo Emiliano de Andrade, onde lecionou matemática.

Foi sempre enorme o seu esforço para despertar o interesse pela Natureza e sua conservação, nas palestras que proferiu, na sua colaboração com Os Montanheiros e na correspondência que trocou, quer com cientistas de renome, quer com o mais humilde cidadão.

A propósito, já em 1967, numa carta dirigida a um ilustre picoense, o Tenente-Coronel José Agostinho escrevia “…Segundo parece, a matança de botos, encurralados previamente na “Lagoa” das Lajes, não poderá constituir motivo de atração turística, para mais numa ilha onde há tanto que ver e admirar”. É pena que ainda hoje alguns, perante a apanha de cetáceos, comportem-se como avestruzes ou como Velhos do Restelo, à espera que o tempo volte para trás.

Para os seus filhos senhora D. Maria Luísa e senhor Paulo Agostinho e para o senhor Gualter Cordeiro, que prontamente autorizaram a divulgação das cartas agora publicadas, vai o nosso sincero agradecimento.

Por último, o nosso muito obrigado ao senhor José Carlos, proprietário desta livraria, pela cedência do espaço onde agora nos encontramos.

7 de fevereiro de 1993