terça-feira, julho 11, 2017

Em defesa das baleias


Em Marcha, 8 de setembro de 1982

terça-feira, abril 18, 2017

terça-feira, março 14, 2017

terça-feira, março 07, 2017

sábado, março 04, 2017

Fajã do Calhau segundo Veríssimo Borges

Ecologia da Paisagem- Apresentação do caso das obras de “acesso” à Fajã do Calhau
Em S. Miguel – Açores

16/02/2008



As Alterações Climáticas e o desafiam os atrasos do enquadramento de uma ERDSA (Estratégia Regional para o Desenvolvimento Sustentável dos Açores), nomeadamente em termos de Ordenamento do Território com especial ênfase nos POOCs (Planos de Ordenamento da Orla Costeira) e da sustentabilidade dos investimentos à luz de que, com recursos escassos, o que se faz num projecto é feito à custa do que deixa de ser possível fazer noutros.
Neste enquadramento há que ter em conta não só o respeito pelas boas práticas, que inclui projecto, EIA, concursos públicos e clara definição de objectivos sustentados realisticamente nas vertentes Ambientais, Sociais e Económicas, como o respeito pela legislação em vigor, que inclui a “Governance” (a responsabilidade das Instituições) e a transparência de processos.
Quando se faz uma ponte, uma barragem, uma estrada, etc. há à partida a definição de objectivos, a definição de resolver necessidades da população e da economia respeitando os problemas ambientais.
Muitas vezes a análise destes projectos é mal feita ou viciada conduzindo a resultados nefastos que podem sempre ser assumidos como incompetência ou crime das entidades responsáveis.
O mesmo não se pode aplicar quando de forma clara e descarada um presidente de Câmara viola o PDM, as boas práticas, e assume viabilizar e assumir os custos de uma ponte para a sua residência construída em zona “Non Edificandi”.
São estes alguns dos aspectos envolvidos na obra em curso do 3º acesso à Fajã do Calhau.
Tivesse esta obra como destino melhorar a acessibilidade a uma população residente nesta Fajã, como ainda acontecia no princípio do século passado e estaríamos a discutir a necessidade das boas práticas (projecto, viabilidade e EIA).
Na ausência de habitantes, mais do que insustentável a obra começa por ser inútil e vítima de caprichos inconfessáveis.
Em segundo lugar, para além de não ser admissível fazer obras desta magnitude, dificuldade e risco, sem projecto e avaliação de custos e exequibilidade à priori, esta não pode ter como objectivos viabilizar utilizações “turísticas” que o POOC proíbe: Trata-se de uma zona definida como “Non Edificandi” por riscos múltiplos (erosão costeira e erosão de falésia).
Em terceiro lugar, agravada pelas presumíveis alterações climáticas, em curso, o que resta desta Fajã tem de ser assumido como economicamente inviável de defender face à conquista acelerada da erosão marinha, que dá uma esperança de vida a esta nesga de terra provavelmente inferior a uma geração.
Acresce que mantém-se a possibilidade desta obra, apesar de consumir uma enorme fatia do orçamento e recursos da Direcção Regional das Florestas, com enormes custos de oportunidade, poder mesmo assim ser inexequível (veja-se as derrapagens de tempo e investimento, que têm resultado da ausência de projectos e ignorância dos pareceres do LREC, com sucessivas mudanças de traçado e real incapacidade de atravessar em ponte a “Grota Funda”).
Além do mais pretendem dividir na fase terminal, com a “estrada”, transversalmente o estreito terrenos da Fajã, destruíram e inviabilizaram os acessos pedestres da Água Retorta e não resolvem a perigosidade do actual acesso pelo Faial da Terra.
Acresce a este ninho de prepotências, ilegalidades e incompetências, para além do Iceberg das despesas envolvidas (para já muito mais do que uma dezena de milhões de euros) os já reconhecidos e identificados danos “colaterais” que incluem no POOC (projecto 1.1.3) uma verba de 2,5 milhões de euros para a “renaturalização” das cicatrizes provocadas pela obra (replantação de endémicas).
Esta zona, classificada como IBA, nomeadamente por estar intrusida numa das principais zonas de nidificação dos Cagarros, espécie protegida nos Açores. Foi selvaticamente devastada sem nenhuma precaução de minimização de impactes, nem sequer um prévio estudo de incidências ambientais.
Assim, o melhor que se deseja é que o fiasco desta obra absurda e das ilegalidades envolvidas, eventualmente acrescidas pela natureza não permitir o seu terminus, possa vir a servir de vacina para asneiras e ilegalidades semelhantes não se virem a repetir no futuro.
No entanto a situação é sombria já que começam a estar em perspectiva projectos igualmente desgarrados de boas práticas e sustentabilidade, com a prevista 2ª via de acesso à Ribeira Quente, onde mais uma vez se utilizam os serviços “clandestinos” dos Recursos Florestais para executar “obras de arte” que a serem feitas por quem de direito, a SRHOP, com a utilização das “boas práticas” ficariam por isso “muito mais caras”.
A obra da Fajã do Calhau surge assim como o caso mais eloquente e ainda em curso de crime ambiental nos Açores, acrescido de inutilidade ridícula, teimosia absurda e insustentabilidade merecedora de prémio no Guiness.
Não é por acaso que mereceu reportagem na Euronews, no verão de 2007, que passou mais de 20 vezes e foi repescada como das melhores do ano para re-emissão nos resumos anuais do fim do ano.
Esta é uma importante nódoa para as entidades responsáveis dos Açores e exemplo de destruição gratuita de ecossistemas e desintegração paisagística que não devemos tolerar, mas que aconteceram e estão acontecendo.
Este é um bom exemplo de que em vez de um artificioso 2º lugar dos destinos turísticos sustentáveis que o Geografic Magazine atribui aos Açores, a nível mundial, com práticas destas estamos a trabalhar para ficarmos não em último lugar, mas sim fora da escala!
MEA- 2008 – Ambiente e Paisagem
16/02/2008
Veríssimo Borges
Bibliografia:
- Comunicado de Imprensa Quercus
- Comunicado de Imprensa SPEA
- Comunicado de Imprensa CCPA
- Carta Quercus/SPEA/CCPA ao Presidente do GRA
- Resposta da SRAF
- etc.

quinta-feira, dezembro 29, 2016

Entrevista ao jornal "A Batalha"

A Batalha setembro-outubro de 2006

sábado, dezembro 24, 2016

Os Amigos da Terra os partidos e a paz

A Batalha maio- junho de 1986

domingo, dezembro 18, 2016

sábado, julho 30, 2016

Ave rara na Terceira

Açores, 12 de abril de 1973

quinta-feira, dezembro 24, 2015

Fim da caça à baleia

A Ilha, 19 de julho de 1986

domingo, dezembro 20, 2015

MIlhafre

A Ilha, 2 de dezembro de 1972

Milhafre

A Ilha, 25 de novembro de 1972

sexta-feira, dezembro 11, 2015

terça-feira, dezembro 08, 2015

domingo, dezembro 06, 2015

Algar da Rua José Bensaúde

Desconhece-se o autor, sendo a entidade responsável a Câmara Municipal de Ponta Delgada

quarta-feira, novembro 25, 2015

A matança de cetáceos nos Açores

A Ilha, 23 de junho de 1984
A Ilha, 21 de junho de 1984

sexta-feira, novembro 20, 2015

Portugal e os resíduos radioativos

A Ilha, 27 de novembro de 1982

terça-feira, novembro 03, 2015

Gérald Le Grand

Gérald Le Grand Sempre que se quiser fazer uma história da conservação da natureza nos Açores e se se quiser mencionar personalidades que deram o seu contributo para tal o nome do ornitólogo e ecologista francês Gérald Le Grand não pode ser esquecido. Gérald Le Grand, ao contrário de muitos outros, não se limitou aos seus estudos teóricos na Universidade dos Açores e aos seus trabalhos de campo para melhor conhecer o património natural do nosso arquipélago. Com efeito, sempre que lhe era possível fez intervenções junto do grande público, através da comunicação social, e participou ativamente no movimento associativo de defesa do ambiente, sobretudo através da Delegação dos Açores do Núcleo Português de Estudos e Proteção da Vida Selvagem. Hoje, em São Miguel, poucas pessoas, sobretudo entre as mais novas, não saberão o que é o priolo, ave endémica dos Açores conhecida desde os tempos mais remotos do povoamento da ilha de São Miguel e que durante algum tempo foi perseguido e abatido, o que terá ajudado a levá-lo à beira da extinção. Mas, quase ninguém sabe que a Gérald Le Grand, se deve o despertar do interesse pela sua proteção. No que diz respeito ao associativismo, ele e o Eng. Duarte Furtado, foram os principais dinamizadores da Delegação dos Açores do Núcleo Português de Estudos e Proteção da Vida Selvagem, associação que teve sede em Vila Franca do Campo e que entre outras iniciativas publicou o boletim “Priôlo”. No referido boletim, Gérald Le Grand foi autor de textos sobre a avifauna em geral e sobre o priolo, em particular e contra o uso “pacífico” da energia nuclear que produz resíduos que eram lançados “em pleno oceano longe de zonas habitadas…cujo condicionamento está muito longe de tomar em conta a nossa ignorância”. Ainda no que diz respeito ao associativismo, Gérald Le Grand prestou grande apoio aos Amigos dos Açores, através da autorização que concedeu para a utilização dos seus textos e sobretudo dos seus desenhos, sendo ele o autor do seu logotipo. Sobre a sua participação na imprensa, a título de exemplo, menciono a sua colaboração, em 1981, no jornal Açores, onde questionou as autoridades, nos seguintes termos: ”Pedimos uma vez mais aos Açorianos e ao Governo Regional para abrir o debate sobre a caça à baleia, para discutir sobre a reconversão de fábricas baleeiras e dos seus empregados, para discutir a promoção turística, caça fotográfica, regatas de baleeiras, festas de baleia… para discutir a criação de santuário para os mamíferos, as aves e tartarugas marinhas na ZEE dos Açores”. Em 1980, em depoimento ao jornal a Ilha, o Prof. Doutor Vasco Garcia deu a conhecer a (re) descoberta do priolo, na vertente sul do Pico da Vara e informou que iriam “ser acionados todos os mecanismos a fim de aquela zona ser considerada protegida para a recuperação da ave rara”. Terá sido na sequência daquela descoberta que foi elaborada uma proposta de classificação da área intitulada “Pico da Vara- uma zona de valor internacional a preservar”, da autoria de Géral Le Grand, Erik Sjogren e Duarte Soares Furtado. Teófilo Braga (Correio dos Açores, 30774, 3 de novembro de 2015, p.19)

domingo, outubro 25, 2015

quinta-feira, outubro 22, 2015

segunda-feira, outubro 19, 2015

MEP contra energia nuclear

Diário Insular, 21 de maio de 1975

quarta-feira, setembro 10, 2014

Gruta do Carvão em 1937

(Correio dos Açores, 2 de Maio de 1937)

sexta-feira, agosto 15, 2014

sábado, julho 26, 2014

Um apelo que não foi ouvido

Correio dos Açores, 20 de Agosto de 1943

sexta-feira, julho 11, 2014

ARENA



A Vila 1 a 15 de Dezembro de 2003

domingo, junho 29, 2014

quinta-feira, junho 12, 2014

quarta-feira, abril 02, 2014

A fábrica dos Poços ...


A fábrica dos Poços e a baleação em São Miguel
Neste texto faremos referência aos últimos tempos da baleação em São Miguel e nos Açores e a uma proposta de recuperação da fábrica dos Poços que caiu em saco roto.
De acordo com notícia publicada no jornal Açoriano Oriental, em Outubro de 1984, a Sociedade Corretora tinha a intensão de retomar a caça à baleia “com base em São Miguel para serem transformadas na velha fábrica dos Poços de São Vicente que será remodelada para o efeito”. Ainda ma mesma nota pode ler-se que a referida empresa estava a “reparar, no porto de Ponta Delgada, seis das nove canoas baleeiras que possui, quatro encontravam-se em Santa Maria e duas em São Vicente.
No dia 3 de Novembro, a associação Amigos da Terra (hoje, denominada Amigos dos Açores) num comunicado publicado no Correio dos Açores, mostra-se espantada com a intensão da Sociedade Corretora e aponta que a atividade não é rentável sem a “atribuição do subsídio de 6 escudos por kg de óleo, que este ano permitiu a exportação”.
A 30 de Setembro de 1995, num artigo publicado no jornal Directo, escrevemos o seguinte: “Quanto a nós, não havendo razões económicas nem financeiras para que a atividade prossiga, escasseando mesmo quem esteja disposto a dar continuidade àquele tipo de aventura tradicional (veja-se a idade da maioria dos corajosos baleeiros), resta aproveitar o máximo possível todo o património das empresas baleeiras e aprofundar o estudo da atividade que foi, e ainda é, fonte de inspiração para as mais diversas manifestações de carácter artístico, cultural e até religioso”. E concluímos o texto alertando para que: “Em São Miguel, sobretudo nas Capelas e em S. Vicente, urge meter mãos à obra e iniciar o estudo da baleação e preservar o que ainda for possível. As juntas de freguesia daquelas localidades deverão ter uma palavra a dizer…”
Em 1987, a Corretora reafirma a intensão de retomar a baleação tendo, segundo o jornal Açoriano Oriental, de 13 de Agosto de 1987, já “despendido neste empreendimento várias centenas de contos, desde a recuperação das canoas existentes em S. Miguel, até ao desenvolvimento de contatos nacionais e internacionais para a colocação dos produtos da baleia, óleo incluído.”
Esta pretensão da Corretora, que surgiu depois de no Pico terem manifestado a intensão de voltar a arpoar baleias, foi contestada na altura pelos Amigos da Terra que anunciaram que iriam fazer diligências para que fosse lançado um boicote turístico internacional aos Açores.
Contra a caça à baleia manifestou-se também o deputado europeu açoriano, prof. Vasco Garcia que referiu que “a agitação à volta deste assunto tem certamente motivações que visam colocar em situação difícil os Açores quer no plano nacional quer internacional”.
Em data que não consegui identificar, duas biólogas micaelenses, Judite Fernandes e Manuela Macedo, elaboraram um projeto para a Fábrica da Baleia dos Poços que para além da recuperação de um elemento valioso do património histórico-cultural da zona de S. Vicente/Capelas e, obviamente, da Região pretendia a “sua reconversão num complexo que visa a dinamização da atividade turística, na sua componente de turismo cultural e de ecoturismo”.
De acordo com o projeto a que tivemos acesso, na altura, estavam previstas duas fases: a primeira, a recuperação e reconversão da Fábrica e, a segunda, a recuperação do restante património existente na zona, como o Calhau Miúdo, as Casas dos Baleeiros e as vigias da Baleia da Quinta do Navio e da Ponta do Cintrão.

Nas instalações da fábrica, as autoras sugeriam a criação de um complexo que incluía: um museu da caça à baleia, um museu da pesca artesanal, uma sala de exposições, uma biblioteca, um aquário recriando fauna e flora locais, um aquário recriando lagoas, uma sala de seminários e um pequeno laboratório.

Não sei a que portas bateram, desconheço eventuais justificações para as sugestões não terem sido tomadas em consideração, o que se sei é que, pelas fotografias que constam nos anexos ao projeto as instalações ainda estavam de pé, sendo relativamente fácil a sua recuperação.

O que se constata é que depois quase tudo deitado abaixo, com exceção para a chaminé, o governo regional dos Açores decidiu recentemente que “ vai avançar para a classificação do espaço onde funcionou a fábrica da baleia de São Vicente Ferreira, na ilha de São Miguel, propriedade atual da banca.”

Antes tarde do que nunca!

Teófilo Braga


(Correio dos Açores, nº 30312, 2 de Abril de 2014, p.14)

sábado, março 08, 2014

Correio dos Açores, 8 de Março de 2014

Foi membro dos Amigos dos Açores e participante dos seus passeios pedestres.

domingo, dezembro 29, 2013

sábado, dezembro 28, 2013

Prémio Quercus

(A Vila, 26 de Janeiro de 1996)

sexta-feira, novembro 15, 2013

quinta-feira, novembro 14, 2013

sexta-feira, agosto 16, 2013

terça-feira, agosto 13, 2013

segunda-feira, agosto 12, 2013

domingo, agosto 04, 2013

quinta-feira, agosto 01, 2013

terça-feira, janeiro 01, 2013

domingo, dezembro 30, 2012

sábado, dezembro 29, 2012

terça-feira, dezembro 18, 2012

Circuito de Ponta Delgada

Publicado na década de oitenta do século passado.

domingo, dezembro 16, 2012

sexta-feira, dezembro 14, 2012

Manuel Ferreira e a lixeira da Serra Devassa

O escritor Manuel Ferreira desanca na iluminarias que queriam instalar uma lixeira na Serra Devassa. Se não nos falha a memória, o presidente da Câmara na altura era João Gago da Câmara.

domingo, dezembro 02, 2012