Blog onde se pretende registar um pouco da história das lutas e intervenções em defesa do ambiente nos Açores.
Mostrar mensagens com a etiqueta resíduos radioactivos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta resíduos radioactivos. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, agosto 19, 2019
quinta-feira, setembro 11, 2008
Ontem, Protesto Original. Hoje, Acto Terrorista

A 12 de Julho de 1983 estava anunciado o lançamento de resíduos radioactivos no Oceano Atlântioc por parte de navios ingleses. Na ilha Terceira alguns membros do Grupo Luta Ecológica, entre os quais me encontrava, e outras pessoas com preocupações ecologistas, como o Vitor M. e o Duarte M., decidiram protestar, lançando lixos produzidos pelos americanos, que foram colher num vazadouro na Praia da Vitória,no cemitério dos ingleses, na referida localidade.
A divulgação do acto foi feita através de um texto muito curto, que abaixo apresentamos, e foi divulgada pela comunicação social por um jornalista da RDP(penso que o Rui Rodrigues, já falecido.

Apresenta-se,também,uma cópia do boletim "Ecologia", publicado no mês seguinte, em que o assunto volta a ser referido.
quinta-feira, janeiro 04, 2007
Portugal Prepara-se Para utilizar os "Cemitérios" Atómicos do Atlântico ?
“Se ganha a ditadura do Plutónio e permitirmos a militarização das energias doces, corremos o risco de caminhar até ao ano 2000 como números programados nos computadores, como cifras de consumo para industrias alimentares, como cérebros vazios submetidos à linguagem alienante dos meios audiovisuais”.
Santi Vilanova
A imprensa açoriana, a maioria dos partidos políticos com actividade na região e o próprio Governo Regional não há muito tempo tomaram posição contra o lançamento de resíduos radioactivos nos «cemitérios» atómicos situados a 600 milhas do nosso arquipélago.
É de estranhar, no entanto, a atitude do Governo Central que não tomou qualquer posição sobre o caso. Pelo que nos é dado conhecer só o PPM, através de Gonçalo Ribeiro Teles, manifestou a sua concordância com a resolução aprovada pelo Governo Regional do Açores. Mas, concerteza, nada fará, habituado que esta a engolir elefantes vivos… (não é verdade, senhor Ferreira do Amaral?)
A que será devido tal silêncio?
É que já vem de longe a intenção de optar pela via nuclear no nosso país. Em 1975, a E. D. P., num Encontro Nacional de Política Energética, apontava para uma opção nuclear a curto prazo. Em 1976, o primeiro-ministro de então, Mário Soares, prometeu a elaboração de um Livro Branco sobre a opção nuclear, opção esta advogada pelo seu Ministro da Indústria e Tecnologia Walter Rosa. Em 16 e 17 de Março de 1977, a E. D. P. volta à carga promovendo um seminário com o título: “Informação sobre Problemas Energéticos” que constou, num total de nove pontos, de seis ligados a problemas de uma possível opção nuclear. Mais recentemente, nos dias 11, 12 e 13 de Outubro, realizou-se em Lisboa um Simpósio sobre o Nuclear promovido pelos construtores franceses de centrais, Framatome, Alsthom e Comega que estão em melhores condições, segundo técnicos do sector, do que os canadianos que entram a corrida após acordos económicos firmados entre o primeiro ministro português, Francisco Pinto Balsemão e o chefe do governo federal canadiano, Pierre Elliot Trudeau.
A culminar todos estes estudos, conversações e acordos, o governo central parece disposto a aprovar um Plano Energético Nacional que prevê a construção de um máximo de 11 e um mínimo de seis centrais nucleares até ao ano 2000.
Perante tal atitude urge reforçar o movimento anti-nuclear no nosso país e na região, antes mesmo que o continente português esteja infestado de centrais nucleares, fábricas de reprocessamento, etc. e que o governo central decida despejar os detritos das “nossas” centrais no Atlântico.
É tempo de agir. “É necessário lutar contra o nuclear. É o problema mais importante do século, o resto não passa de um pormenor, estamos diante da morte da civilização”.
(Lanza Del Vasto)
(Publicado no jornal “Diário Insular”, 12 de Novembro de 1982)
domingo, dezembro 31, 2006
Mar dos Açores, "cemitério" de resíduos radioactivos
Os pricipais problemas levantados pela utilização da energia nuclear situam-se a dois níveis: as consequências directas que resultam dessa mesma utilização, com todos os perigos a ela inerentes dadas as actuais limitações nos conhecimentos, tanto na previsão dos riscos como na manutenção propriamente dita das centrais e os problemas subjectivos, essencialmente políticos, que o uso deste tipo de energia permite levantar.
Neste artigo abordarei, apenas, o problema do armazenamento dos resíduos radioactivos o qual se insere no primeiro tipo de consequências atrás mencionadas.
Sabe-se que uma central nuclear de 1000 MW produz, anualmente, tantos resíduos radioactivos como mil bombas de Hiroxima...É óbvio que os resíduos radioactivos, com níveis de radioactividade perigosos durante centenas e mesmo milhares de anos, não podem estar em contacto com o meio ambiente, sob pena de cosntituirem uma terrível ameaça a todas as formas de vida. Têm, pois, de ser guardadas em recipientes absolutamente estanques e armazenados em determinados locais durante todo esse tempo. Que fazer, então, com esses resíduos?
A primeira “solução” foi fazer imergir esses resíduos ao largo das costas do Atlântico e do Pacífico. É assim que, a 500 km a oeste do cabo Finisterra , ou seja a meio caminho entre a Península Ibérica e os Açores, há sete “cemitérios” de resíduos radioactivos onde são lançados os resíduos da laboração de 40 centrais nucleares europeias.
Sabendo que a corrente do golfo que passa na zona do “cemitério” se dirige na direcção dos Açores e que ao encntrar a cordilheira submarina do nosso arquipélago a corrente divide-se em duas, perdendo velocidade, fazendo com que, em caso de alguma rotura, eventuais partículas radioactivas tendem a depositar-se nas nossas águas.
Que consequências poderão advir, para nós açorianos, da existência de tais “cemitérios” no Atlântico?
Hoje, o problema do armazenamento dos resíduos radioactivos continua por resolver. Fazer contentores mais seguros, de modo que após 20 000 ou mais anos permaneçam intactos, é algo que ultrapassa as garantias mais optimistas que a ciência e atecnologia actuais podem fornecer. A agravar a situação, o comandante Cousteau, especialista internacionalmente respeitado, revelou que os contentores em que os resíduos são envolvidos rebentam no fundo do mar, espalhando partículas radioactivas em redor e no caso dos contentores lançados recentemente no Atlântico, os ecologistas afirmam que aqueles já vão em mau estado.
A riqueza, insuficientemente explorada, dos nossos mares está, pois, em risco de ser contaminada, e em risco estamos todos nós, pois como se sabe, o “mal” radioactivo vai-se acumulando ao longo da nossa cadeia alimentar que, ao chegar ao homem, poderá trazer níveis já muito elevados de radioactividade, com evidentes prejuízos para a nossa saúde (hipóteses de cancros, leucemias, modificações genéticas nas gerações futuras, etc.).
( Publicado no jornal “Açoreano Oriental”, 19 de Julho de 1981)
Neste artigo abordarei, apenas, o problema do armazenamento dos resíduos radioactivos o qual se insere no primeiro tipo de consequências atrás mencionadas.
Sabe-se que uma central nuclear de 1000 MW produz, anualmente, tantos resíduos radioactivos como mil bombas de Hiroxima...É óbvio que os resíduos radioactivos, com níveis de radioactividade perigosos durante centenas e mesmo milhares de anos, não podem estar em contacto com o meio ambiente, sob pena de cosntituirem uma terrível ameaça a todas as formas de vida. Têm, pois, de ser guardadas em recipientes absolutamente estanques e armazenados em determinados locais durante todo esse tempo. Que fazer, então, com esses resíduos?
A primeira “solução” foi fazer imergir esses resíduos ao largo das costas do Atlântico e do Pacífico. É assim que, a 500 km a oeste do cabo Finisterra , ou seja a meio caminho entre a Península Ibérica e os Açores, há sete “cemitérios” de resíduos radioactivos onde são lançados os resíduos da laboração de 40 centrais nucleares europeias.
Sabendo que a corrente do golfo que passa na zona do “cemitério” se dirige na direcção dos Açores e que ao encntrar a cordilheira submarina do nosso arquipélago a corrente divide-se em duas, perdendo velocidade, fazendo com que, em caso de alguma rotura, eventuais partículas radioactivas tendem a depositar-se nas nossas águas.
Que consequências poderão advir, para nós açorianos, da existência de tais “cemitérios” no Atlântico?
Hoje, o problema do armazenamento dos resíduos radioactivos continua por resolver. Fazer contentores mais seguros, de modo que após 20 000 ou mais anos permaneçam intactos, é algo que ultrapassa as garantias mais optimistas que a ciência e atecnologia actuais podem fornecer. A agravar a situação, o comandante Cousteau, especialista internacionalmente respeitado, revelou que os contentores em que os resíduos são envolvidos rebentam no fundo do mar, espalhando partículas radioactivas em redor e no caso dos contentores lançados recentemente no Atlântico, os ecologistas afirmam que aqueles já vão em mau estado.
A riqueza, insuficientemente explorada, dos nossos mares está, pois, em risco de ser contaminada, e em risco estamos todos nós, pois como se sabe, o “mal” radioactivo vai-se acumulando ao longo da nossa cadeia alimentar que, ao chegar ao homem, poderá trazer níveis já muito elevados de radioactividade, com evidentes prejuízos para a nossa saúde (hipóteses de cancros, leucemias, modificações genéticas nas gerações futuras, etc.).
( Publicado no jornal “Açoreano Oriental”, 19 de Julho de 1981)
sábado, dezembro 30, 2006
Lixo Radioactivo Traz Enormes Riscos
“É necessário lutar contra o nuclear. É o problema importante do século, o resto não passa de um pormenor, estamos diante da morte da civilização”
Lanza Del Vasto
Está previsto para o próximo dia onze o lançamento de cerca de mil toneladas de lixo radioactivo num cemitério atómico situado a cerca de 500 milhas a nordeste do arquipélago dos Açores.
Apesar da Convenção de Londres sobre os Despejos de detritos nucleares nos oceanos ter aprovado, por maioria, a suspensaão do vazamento, o Japão e a Inglaterra continuam dispostos a continuar com tal prática.
Na referida Convenção, que reuniu entre 14 e 18 de Fevereiro, um estudo científico apresentado pelos governos de Kiribate e Nauru ( rep.do Pacífico) revelou que todos os cemitérios nucleares apresentam fugas radioactivas.
Que consequências poderão advir para nós, açorianos, da existência de tais “cemitérios” no Atlântico?
A não cessar, imediatamente, o despejo de lixo radioactivo no Atlântico a riqueza, insuficientemente explorada, dos nossos mares está em perigo e em risco estamos todos nós, pois como se sabe, o “mal” radioactivo vai-se acumulando ao longo das cadeias alimentares que, ao chegar ao homem, poderá trazer níveis já muito elevados de radioactividade, com evidentes prejuízos para a nossa saúde ( hipóteses de cancros, leucemias, modificações genéticas nas gerações futuras, etc.).
Que posição tomar, então?
Apesar de não sermos contrários à posição defendida pelo Governo Regional, que é favorável à imediata suspensão do lançamento de detritos nucleares no Oceano Atlântico e que passem a ser depositados nos países produtores e utilzadores de energia atómica, vamos um pouco mais além, isto é, somos pela manutenção do uránio no solo, bem no fundo das minas.
(Publicado no jornal “Diário Insular”, 8 de Julho de 1983)
Subscrever:
Mensagens (Atom)



